Testemunho de Pr Kim, artigo 1 프린트   
관리자  Homepage Email [2020-08-25 15:28:21]  HIT : 157  

1. Passaram-se 29 anos desde que a Amazônia entrou no meu coração.
 

Se eu nascer de novo, quero ser missionário na Amazônia. A Bíblia não fala que nascemos de novo, mas que há julgamento após a morte. Mesmo que seja algo impossível, supondo que possa ‘nascer de novo’, quero ser missionário, não em um lugar agradável e bom de morar, mas na Amazônia, um lugar que não curto e nem é fácil de se viver. Quero nascer como um missionário que compartilha o Senhor Jesus na Amazônia, ótimo lugar para matar o ego. Um lugar onde não dá para viver sem a ajuda de Deus e constante auto-negação diante de Cristo.
Muito tempo atrás, eu e a minha esposa chegamos na Amazônia, junto com os dois filhos. Com o tempo os filhos cresceram e deixaram a Amazônia, e a minha esposa voltou para a casa do Pai há alguns anos atrás. Só restou eu neste lugar. Nunca pensei que seria missionário. Nem passou pela minha cabeça a ideia de que iria viver o resto da minha vida como missionário na Amazônia. Por isso, creio que o fato de ter me tornado missionário é totalmente pela graça de Deus.
Antes de me alistar no Exército, fiquei sabendo que poderia aprender inglês se fosse designado para servir no Batalhão do Exército dos Estados Unidos como KATUSA(Korean Augmentation to the US Army/Unidade Coreana de Apoio ao Exército dos Estados Unidos). Orei a Deus: “Senhor, me quero ser colocado na unidade KATUSA quando for me alistar”. E pedi para a minha esposa, na época minha noiva, que orasse também. Quando me alistei, fui designado para servir no KATUSA. Eu havia esquecido após orar, mas Deus se lembrou e me enviou para KATUSA. Foi nesse momento que experienciei Deus que se lembra e responde a minha oração.
Servi por três anos como KATUSA e recebi treinamento missionário transcultural. Aprendi, de forma natural, a língua inglesa no convívio diário com os soldados norte-americanos, além comer sua comida e vivenciar a cultura ocidental. Depois que virei missionário fiquei grato a Deus pois percebi que foi uma direção de Deus para me treinar como missionário.
A minha esposa, missionária Rute, converteu-se aos 23 anos e era portadora de uma fé diferente da minha. Alguns anos após casar e ter os filhos, ela pediu divórcio. O motivo era minha falta de compromisso com a oração da madrugada. Para superar esta situação de perigo fiz oração de jejum de 40 dias, no começo de janeiro daquele ano. Tive várias experiências espirituais durante a oração de jejum. E no final dos 40 dias veio no meu coração esta frase: “Aprenda a pobreza da Galiléia e de Nazaré. E cuide das ovelhas perdidas sem pastor da área rural”.
Depois que terminei a oração de jejum, fui procurar uma igreja rural sem pastor e, por seis anos, pastoreei a igreja mesmo sendo seminarista. Foi na Igreja Central de Buhang- situado no bairro de Hak, na vila WolGok, no distrito BuHang, no município GeumReum, no estado de GyeongBuk (resumindo, um lugar bem distante da cidade, tipo SGC na geografia brasileira) - que Deus nos fez passar pelo treinamento missionário totalmente necessário a nós. Foi lá que aprendemos a ajudar sem deixar os pobres se sentirem envergonhados, vivendo uma vida simples, servindo e tendo comunhão com os membros da pobre igreja rural.
Após um tempo convivendo com os membros da igreja rural, passamos a achar natural a ideia de passar o resto da vida ali, no campo. Seria uma honra conviver com os membros da igreja, e quando morresse, ser enterrado aos pés da montanha no lado ensolarado.
Depois que terminei o Mestrado em Divindade, comecei a me preparar para a prova de pastor. Nessa época, tive um encontro com o pastor Sun Beom Hong, que havia voltado de uma viagem missionária para Índia e Sudeste Asiático. O pastor Hong falava incessantemente sobre a situação trágica da Índia e da necessidade urgente do Evangelho. No meio da conversa, do nada, fiz uma pergunta: “Dos seminaristas que foram na viagem, quantos se comprometeram em ser missionário na Índia?”. E a resposta foi surpreendente. “Ninguém”. Voltei para o dormitório, deitado na cama fiz uma pergunta a mim mesmo. ‘A Índia precisa de missionários, mas se ninguém vai, será que não é para eu?’. E na mesma hora retruquei, ‘Por que eu?! Fala sério! Já não sofri bastante lá no campo? Tem monte de pessoas se preparando para ser missionário. Eles que tem que ir‘. Porém, lá no meu coração as perguntas continuavam a surgir. Passei a noite toda acordado e já cansado acabei confessando no meu coração, ‘Senhor, Tu queres que eu seja missionário? Que seja feita a sua vontade`, fui dormir.
Finalmente, o caso desta noite, que começou pela Índia e terminou em Amazônia, ainda teve que passar por muitos contratempos até conseguir a aprovação da minha esposa, missionária Rute. No outono de 1990, fui adotado como missionário pela Igreja Presbiteriana Sinchon, em comemoração dos 35 anos de fundação da igreja, e enviado pela PCKWM (Presbyterian Church of Korea World Mission / Agência Presbiteriana de Missão Transcultural Coreana) para Amazônia, onde resido há 29 anos.  

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     1494. Testemunho de Pr Kim, artigo 2